terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vou-lhes falar de mim. Só um pouco.

Permitam-me que me apresente por tópicos, para que me conheçam bem.
Nome: Guilherme Machado Carvalho de Figueiredo Gomes
Data de Nascimento: 01/05/1993
Idade actual: 17 anos
Naturalidade: Viseu, Portugal.
Habilitações: Frequenta o 12º ano no curso de Ciências e Tecnologias.
Ambições: Ambiciona ser actor profissional.
Comida favorita: Lasanha. Hmmm.... E ultimamente saladas.
Estado civil: Solteiramente feliz.

E isto porquê?
Sinceramente, porque me apeteceu, até porque nem vai ser relevante para o que vou escrever. Assim ficam a saber mais sobre mim! eheh

Vou escrever, também como reflexão sobre o post anterior, sobre o que faço da vida neste momento.
Bom. Ao longo da minha carreira vital (portanto, vida), que ainda é curta, tenho feito algumas coisas de que me orgulho. E tenho feito muitas coisas no teatro, e relacionadas com essa área que, mais ou menos, tem alguma visibilidade. E venho-vos falar dos exageros como espectador. O espectador é, muitas vezes, deixado levar pelo êxtase do actor, e eu posso falar por experiência própria. Não que tenha feito isso como espectador, mas porque já assisti a isso como actor. E já me chamaram genial, inigualável. Pois... Meus caros, isso está errado. Aliás, acho negativo que digam coisas desse género a uma pessoa que está em aprendizagem, como eu. Agradeço, e gosto muito de ouvir, mas atenção. Atenção especial a quem o dizem! O que nos leva a outro problema, que é o facto das pessoas quererem ser agradáveis no momento, e dizerem coisas bonitas porque parece bem. Mas há muito boa gente que quer seguir teatro, e a meu ver não deve, e recebe boas críticas (falsas). Isso só é negativo. Mas já estou a divagar. No outro dia estava no carro e a pensar (sim, eu penso muito no carro). Pensava eu: quem fica na História não é quem executa, mas quem cria. Não é o construtor civil que fica na história da Torre Eiffel, mas o seu arquitecto. O mesmo se passa com o Teatro e Cinema. E depois pensei, e se eu já fiz qualquer coisa que já inscreveu o meu nome na história mas que ainda não é valorizado. E se eu já estou na história de alguma coisa, e vou ser recordado mais tarde por isso? Mas assim, estamos todos na História. Por isso tenho de mudar uma coisa no meu raciocínio do post anterior. Sim, eu quero ser uma lenda, mas para isso tenho de ser conhecido. Tenho de ser... Famoso? Porque é preciso que as pessoas conheçam o nosso trabalho, para que passem a informação para outros e assim sucessivamente.
Por isso é que comecei a escrever. Criar.
Mas, actores, não se assustem. Antigamente, o actor não podia ficar na história porque não havia maneira de marcar a sua presença, a não ser por críticas ou comentários que outros escrevessem. Mas agora temos o vídeo.
E já estou a deixar de ser coerente.
Dizem que não há bons ou maus papeis, há bons ou maus actores. Cá para mim, não sei não...

Deixo-vos um pedido, comentem com as vossas teorias sobre a questão (ou questões) tratada(s) neste post.

Beijinhos e abraços!

3 comentários:

  1. Querido Guilhas, na minha opinião, não nos devemos esforçar a "fazer história", mas sim a dar o nosso maximo. Devemos gostar de fazer o nosso trabalho, termos orgulho em nós e no nosso trabalho. Se fizermos história com a nossa posição no mundo tanto melhor. :)

    p.s.: Espero que não tenhas levado a mal o meu elogio no outro dia. todos nós devemos ser elogiados pelas nossas qualidades, mas temos que ter uma atitude humilde :)

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  2. Saber mais sobre ti não significa dizer de cor os dados do teu bilhete de identidade, não significa saber se preferes comida italiana ou chinesa. São os porquês, as ideias, as teorias doidas (ou nem tanto) que contam.
    Posto isto, se sei mais sobre ti agora foi porque disseste aquilo que pensavas :)
    Dizes que queres ser uma lenda e que para isso achas que é necessário criar, mas porquê?
    Porquê, quando o que realmente importa está ao alcance de um acto? No duplo sentido da palavra, diga-se de passagem!

    Quando fazes aquilo que gostas, e dás tudo de ti, crias também. Os grandes interpretes de música, deixam algo de si no palco, no ar, nas memórias da pessoas e até o construtor anónimo faz a diferença. Quanto a elogios, não valem por si próprios, valem por quem os faz: o jardineiro terá autoridade para falar de mobília?

    Disseram, sobre o Memorial do Convento:

    "Às duas epígrafes que o autor lhe antepôs – uma do Padre Manuel Velho, a outra de Marguerite Yourcenar – poderia ter acrescentado uma terceira, extraída do conhecido poema de Brecht intitulado «Perguntas de um Operário Letrado», que começa por estes três versos: «Quem construiu Tebas, a das sete portas?/ Nos livros vem o nome dos reis. / Mas foram os reis que transportaram as pedras?» É a uma pergunta análoga que o Memorial dá resposta. Para assegurar a sua progénie, um rei beato promete erigir um convento de franciscanos na vila de Mafra. Mas são os servos da gleba que, com o seu sangue e o seu suor hão-de construí-lo, homens vindos de todos os cantos do país[…]."
    Luís Francisco Rebelo

    Não precisas de ser uma lenda, para fazeres a diferença :P

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